Os cálculos renais (popularmente chamados de pedra nos rins) são formações sólidas que se desenvolvem a partir da cristalização de sais minerais presentes na urina, como cálcio, oxalato e ácido úrico. O sintoma mais conhecido é a cólica renal, dor intensa que costuma começar na região lombar e irradiar para a virilha, mas nem todo cálculo causa sintomas imediatos. O Dr. Lucas Alexandria (CRM 9534 PB, RQE 7537), urologista em João Pessoa e Campina Grande, avalia cada caso conforme o tamanho, a localização e o impacto do cálculo no funcionamento do rim, definindo entre conduta expectante, medicação ou procedimentos como litotripsia e ureteroscopia.
O que são e como se formam os cálculos renais
Os cálculos se formam quando substâncias presentes na urina, principalmente cálcio, oxalato, ácido úrico e, com menor frequência, cistina, se concentram além do que o líquido consegue manter dissolvido e passam a se cristalizar. Esses cristais se agregam ao longo do tempo, formando estruturas que variam de poucos milímetros a vários centímetros. A composição do cálculo influencia diretamente a escolha do tratamento e das medidas de prevenção, por isso a análise da pedra eliminada ou removida é um exame relevante em muitos casos.
Alguns fatores aumentam a predisposição para a formação de cálculos: baixa ingestão de líquidos, dietas ricas em sódio e proteína animal, histórico familiar de litíase renal (formação de cálculos), obesidade, doenças metabólicas como hiperparatireoidismo e infecções urinárias de repetição em alguns tipos específicos de cálculo. O clima quente da Paraíba, com maior perda de líquidos pelo suor, é um fator ambiental relevante para pacientes de João Pessoa e Campina Grande, reforçando a importância da hidratação adequada ao longo do dia.
Sintomas dos cálculos renais
- Cólica renal, dor intensa e em cãibra na região lombar, que pode irradiar para a virilha e a região genital conforme o cálculo se desloca pelo ureter.
- Hematúria (sangue na urina), visível a olho nu ou identificada apenas em exame laboratorial.
- Náuseas e vômitos associados à intensidade da dor.
- Urgência e aumento da frequência urinária, quando o cálculo está próximo à bexiga.
- Febre e calafrios, sinais de alerta que podem indicar infecção associada, exigindo avaliação sem adiamento.
- Ausência total de sintomas, em cálculos pequenos ou localizados em posições que não obstruem o fluxo urinário, muitas vezes descobertos em exames de rotina.
Diagnóstico
A investigação começa pela história clínica e pelo exame físico, seguidos de exames complementares que confirmam a presença, o tamanho e a localização do cálculo. A tomografia computadorizada sem contraste é considerada o exame mais preciso para esse diagnóstico, mas o ultrassom também é amplamente utilizado, especialmente em situações que exigem menor exposição à radiação, como no acompanhamento de gestantes. Exames de sangue e urina complementam a avaliação, ajudando a identificar sinais de infecção e alterações metabólicas relacionadas à formação dos cálculos.
Tratamento conforme o tamanho e a localização
A conduta é individualizada e depende principalmente do tamanho do cálculo, de sua localização no trato urinário e da presença de complicações como infecção ou obstrução significativa:
- Conduta expectante e hidratação, indicada para cálculos pequenos, geralmente até 5 milímetros, com boa chance de eliminação espontânea, associada a analgésicos e, em alguns casos, medicação que relaxa a musculatura do ureter para facilitar a passagem.
- Litotripsia extracorpórea por ondas de choque, técnica não invasiva que fragmenta o cálculo de fora do corpo, permitindo que os fragmentos sejam eliminados naturalmente pela urina.
- Ureteroscopia, procedimento em que um instrumento fino é introduzido pelas vias urinárias naturais até o cálculo, permitindo fragmentação a laser e remoção direta, sem cortes externos.
- Nefrolitotripsia percutânea, reservada para cálculos maiores ou de localização mais complexa, realizada por um pequeno acesso através da pele até o rim.
Cada técnica tem indicações, riscos e limitações próprios, que são discutidos com o paciente antes da definição da conduta. Nem todo procedimento elimina o cálculo em uma única sessão, e o acompanhamento com exames de imagem de controle é parte do tratamento.
Prevenção de novos episódios
Após o tratamento do episódio agudo, a prevenção de recidiva é uma etapa importante do acompanhamento, já que pacientes que já formaram um cálculo têm maior probabilidade de formar outro. As orientações costumam incluir aumento da ingestão de água ao longo do dia, ajustes na dieta conforme o tipo de cálculo identificado (redução de sódio, moderação no consumo de proteína animal e, em casos específicos, restrição de alimentos ricos em oxalato) e, quando indicado, investigação metabólica mais aprofundada com exames de sangue e urina de 24 horas para identificar a causa da formação recorrente.
Quando procurar ajuda
Dor lombar intensa, sangue na urina ou dor associada a febre e calafrios são sinais que justificam avaliação médica sem adiamento, pois podem indicar obstrução significativa ou infecção associada ao cálculo. Pacientes de João Pessoa, Campina Grande e região que já tiveram episódios de cólica renal ou identificaram cálculo em exame de imagem podem agendar avaliação com o Dr. Lucas Alexandria para definir a conduta mais adequada e reduzir o risco de novos episódios.
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Perguntas Frequentes
Toda pedra nos rins precisa de cirurgia?
Não. Cálculos pequenos, geralmente até 5 milímetros, costumam ser eliminados de forma espontânea com hidratação adequada e, em alguns casos, medicação que facilita a passagem pelo ureter. A indicação de procedimento depende do tamanho, da localização e do impacto do cálculo na função do rim, avaliado individualmente pelo Dr. Lucas Alexandria.
A cólica renal é sempre um sinal de pedra nos rins?
A cólica renal é o sintoma mais característico dos cálculos, mas outras condições podem causar dor lombar semelhante. Por isso, o diagnóstico depende de exame de imagem, não apenas do relato da dor. A confirmação por tomografia ou ultrassom é o que direciona o tratamento correto.
Depois de eliminar um cálculo, ele pode voltar a aparecer?
Sim. Quem já formou um cálculo renal tem maior risco de formar outro ao longo da vida. Por isso a investigação metabólica e as orientações de prevenção, como hidratação adequada e ajustes na dieta, fazem parte do acompanhamento após o episódio agudo, não apenas o tratamento da crise.
Beber pouca água realmente aumenta o risco de pedra nos rins?
Sim. A baixa ingestão de líquidos é um dos principais fatores de risco, pois concentra a urina e facilita a cristalização de sais minerais. O clima quente de João Pessoa e Campina Grande, associado à sudorese e à reposição insuficiente de líquidos, é um fator que agrava esse risco na população local.
Quando a cólica renal é uma emergência?
Dor lombar intensa associada a febre, calafrios, vômitos persistentes ou incapacidade de urinar são sinais de alerta que indicam avaliação médica imediata, pois podem apontar para infecção associada ao cálculo ou obstrução significativa do rim, situações que exigem tratamento urgente.
Agende sua avaliação urológica
O Dr. Lucas Alexandria (CRM 9534 PB, RQE 7537) atende em João Pessoa e Campina Grande, com diagnóstico por imagem e tratamento individualizado de cálculos renais.
Agendar pelo WhatsAppReferências
- Sociedade Brasileira de Urologia (SBU): Portal da Urologia
- Ministério da Saúde do Brasil: gov.br/saude

