A Doença de Peyronie é uma condição caracterizada pela formação de uma placa de tecido fibroso na túnica albugínea, a membrana que envolve os corpos cavernosos do pênis, causando curvatura peniana durante a ereção, podendo estar associada a dor e, em alguns casos, a disfunção erétil. Em João Pessoa, a avaliação da Doença de Peyronie com o Dr. Lucas Alexandria inclui exame físico direcionado, investigação da fase da doença (aguda ou crônica) e definição do tratamento mais adequado para cada grau de curvatura e impacto funcional.

O que é a Doença de Peyronie

A túnica albugínea é uma camada de tecido resistente que envolve os corpos cavernosos e é responsável por manter a rigidez peniana durante a ereção. Na Doença de Peyronie, uma área dessa membrana desenvolve uma placa fibrosa, tecido cicatricial que perde a elasticidade normal. Como essa região específica não se distende da mesma forma que o restante do órgão durante a ereção, o pênis se curva na direção da placa.

A condição costuma surgir após um evento de microtrauma durante a relação sexual, mesmo que o paciente não recorde de um episódio específico de dor ou lesão aguda. Em parte dos casos, uma predisposição individual à cicatrização fibrótica exagerada também está envolvida.

Sintomas e fases da doença

A Doença de Peyronie evolui tipicamente em duas fases distintas, e reconhecer em qual fase o paciente se encontra é determinante para a escolha do tratamento.

Fase aguda

Dura em geral entre 6 e 18 meses e é marcada por dor peniana durante a ereção, curvatura progressiva e formação ativa da placa fibrosa. Nessa fase, a anatomia ainda está mudando, o que torna a cirurgia contraindicada.

Fase crônica

Após a estabilização, geralmente a dor desaparece e a curvatura para de progredir, mantendo-se estável por pelo menos três meses consecutivos. É nessa fase que o tratamento cirúrgico, quando indicado, passa a ser considerado.

Outros sintomas que podem acompanhar o quadro incluem encurtamento aparente do pênis, deformidade em ampulheta (estreitamento em um ponto específico da haste) e, em casos mais significativos, dificuldade para penetração devido ao grau de curvatura.

Diagnóstico

O diagnóstico da Doença de Peyronie é predominantemente clínico, baseado no relato do paciente e no exame físico. O Dr. Lucas Alexandria pode solicitar fotografias do pênis em ereção, feitas pelo próprio paciente em casa, para documentar objetivamente o grau e a direção da curvatura. Em alguns casos, um ultrassom peniano é utilizado para localizar a placa fibrosa com mais precisão, avaliar sua extensão e verificar se há calcificação associada, além de investigar eventual comprometimento vascular relacionado.

Tratamento

A conduta terapêutica varia conforme a fase da doença, o grau de curvatura e o impacto funcional relatado pelo paciente.

Tratamento na fase aguda

  • Observação clínica, com reavaliações periódicas para acompanhar a evolução da placa e da curvatura.
  • Controle da dor, quando presente, com orientações específicas.
  • Terapias que podem ser consideradas em casos selecionados, sempre discutidas individualmente quanto a benefícios e limitações.

Tratamento na fase crônica

  • Acompanhamento clínico, para curvaturas leves que não comprometem a relação sexual.
  • Correção cirúrgica, indicada para curvaturas significativas (geralmente acima de 30 graus) que impedem ou dificultam a penetração, com diferentes técnicas conforme o grau de curvatura, o comprimento peniano e a presença ou não de disfunção erétil associada.
  • Implante de prótese peniana, indicado quando a Doença de Peyronie está associada a disfunção erétil refratária a outros tratamentos, permitindo corrigir simultaneamente a curvatura e a rigidez insuficiente.

Investigação clínica aprofundada

Como a Doença de Peyronie pode coexistir com outras condições andrológicas, o Dr. Lucas Alexandria investiga de forma integrada a função erétil do paciente, avaliando se há necessidade de exames complementares como o ultrassom Doppler peniano com farmacoindução, especialmente quando o paciente relata perda de rigidez além da curvatura em si.

Riscos e limitações do tratamento

A cirurgia para Doença de Peyronie, embora eficaz para corrigir a curvatura na maioria dos casos, pode resultar em algum grau de encurtamento peniano adicional, dependendo da técnica utilizada, e carrega risco de recidiva parcial da curvatura ou de alteração de sensibilidade em uma pequena parcela dos pacientes. O Dr. Lucas Alexandria discute com clareza, antes da indicação cirúrgica, os riscos, os resultados esperados e as limitações de cada técnica disponível, evitando expectativas desproporcionais ao resultado real do procedimento.

Quando procurar ajuda

Homens que notam curvatura peniana progressiva, dor durante a ereção ou dificuldade para manter relações sexuais devido à deformidade devem procurar avaliação urológica sem demora, já que o diagnóstico precoce na fase aguda permite melhor acompanhamento da evolução. O Dr. Lucas Alexandria (CRM 9534 PB | RQE 7537) atende em João Pessoa e Campina Grande para avaliação e tratamento individualizado da Doença de Peyronie.

Perguntas Frequentes

Toda curvatura peniana é Doença de Peyronie?

Não. Um grau leve de curvatura peniana é uma variação anatômica normal em muitos homens, presente desde o desenvolvimento. A Doença de Peyronie se refere especificamente à curvatura adquirida, associada à formação de uma placa de fibrose na túnica albugínea, geralmente após um evento de trauma ou microtrauma peniano.

A Doença de Peyronie tem cura?

Em uma parcela dos casos, a fase aguda evolui com estabilização espontânea e melhora parcial dos sintomas. Quando a curvatura permanece significativa e estável, o tratamento cirúrgico pode corrigir a deformidade de forma definitiva. O objetivo do tratamento é restaurar a funcionalidade sexual e reduzir o desconforto, não necessariamente eliminar toda alteração anatômica.

Preciso operar assim que descubro a Doença de Peyronie?

Não. Durante a fase aguda, geralmente nos primeiros 12 a 18 meses, a cirurgia não é indicada porque a doença ainda está em atividade e a placa pode continuar mudando. O tratamento cirúrgico é reservado para a fase crônica, quando a curvatura está estável.

A Doença de Peyronie afeta a fertilidade?

Não diretamente. A condição afeta a forma e, em alguns casos, a rigidez peniana durante a ereção, mas não interfere na produção de espermatozoides ou nos hormônios reprodutivos.

É possível ter Doença de Peyronie e disfunção erétil ao mesmo tempo?

Sim, essa associação é relativamente comum. A curvatura e a fibrose podem comprometer a rigidez em alguns pontos do pênis durante a ereção, e por isso a avaliação do Dr. Lucas Alexandria investiga as duas condições de forma conjunta quando ambas estão presentes.

Notou curvatura peniana ou dor durante a ereção?

Agende uma avaliação com o Dr. Lucas Alexandria em João Pessoa ou Campina Grande para investigar a causa e discutir as opções de tratamento.

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Referências