O HPV (papilomavírus humano) é uma infecção sexualmente transmissível (IST) comum, que na maioria dos casos é transitória e eliminada pelo próprio organismo sem causar sintomas. Quando se manifesta, pode formar lesões visíveis, como as verrugas genitais, que têm tratamento específico, embora não exista terapia que elimine o vírus do corpo diretamente. O Dr. Lucas Alexandria (CRM 9534 PB, RQE 7537), urologista com consultórios em João Pessoa e Campina Grande, avalia e trata as lesões associadas ao HPV com discrição e orientação clara sobre prevenção e acompanhamento.
O que é o HPV
O papilomavírus humano é um vírus de transmissão predominantemente sexual, com mais de cem subtipos conhecidos, alguns associados a lesões benignas como verrugas genitais e outros associados a maior risco de lesões pré-malignas em diferentes regiões do corpo. É uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns, e a maioria das pessoas sexualmente ativas entra em contato com algum subtipo do vírus ao longo da vida, muitas vezes sem nunca desenvolver sintomas.
Formas de manifestação
A infecção por HPV pode se apresentar de duas formas principais. Na infecção subclínica, não há lesão visível a olho nu, e o diagnóstico só é possível por exames específicos, sendo a forma mais frequente e, na maioria das vezes, resolvida espontaneamente pelo sistema imunológico. Já a infecção com lesão visível se manifesta como verrugas genitais (condilomas), pequenas lesões na pele ou mucosa da região genital, que podem ter formato variado e, em geral, não causam dor, embora possam gerar coceira ou desconforto ocasional.
Diagnóstico
O diagnóstico das lesões visíveis é predominantemente clínico, feito por meio de exame físico durante a consulta. Em casos de dúvida diagnóstica, pode ser necessária biópsia da lesão para confirmação. Não existe, atualmente, um exame de rotina amplamente recomendado para rastrear a infecção subclínica por HPV em homens assintomáticos, diferente do rastreamento que existe para mulheres por meio do exame preventivo.
Onde as lesões costumam aparecer
As verrugas genitais associadas ao HPV podem surgir na glande, no corpo do pênis, na bolsa escrotal e, em alguns casos, na região perianal, independentemente da prática de sexo anal. O tamanho e o número de lesões variam bastante entre os pacientes, desde uma única lesão pequena até múltiplas lesões agrupadas. A localização e a extensão das lesões são fatores considerados na escolha da técnica de tratamento mais adequada para cada caso.
Tratamento das lesões
É importante compreender que o tratamento é direcionado à lesão visível, não ao vírus em si, já que não existe atualmente uma terapia capaz de eliminar o HPV do organismo diretamente. As opções para remoção das verrugas genitais incluem:
- Medicações tópicas, aplicadas diretamente sobre a lesão conforme prescrição médica.
- Cauterização química, com substâncias que promovem a destruição controlada do tecido da lesão.
- Eletrocauterização, procedimento realizado em consultório para remoção da lesão com uso de corrente elétrica.
- Remoção cirúrgica, indicada para lesões maiores ou que não respondem a outras abordagens.
- Laser, em casos selecionados, conforme disponibilidade e indicação específica.
A escolha da técnica considera o tamanho, a localização e o número de lesões, além das preferências e características de cada paciente.
Prevenção
A vacinação contra o HPV é a medida preventiva mais eficaz, sendo mais protetora quando aplicada antes do início da vida sexual, embora possa trazer benefício também em adultos, conforme avaliação individual. O uso de preservativo reduz o risco de transmissão durante a relação sexual, mas não elimina totalmente o risco, já que o vírus pode estar presente em áreas de pele não cobertas pelo preservativo.
Manter check-ups urológicos regulares e evitar múltiplos parceiros sexuais sem proteção são medidas complementares que reduzem, embora não eliminem completamente, a exposição ao vírus. Fumar também é reconhecido como fator que pode dificultar a resposta imunológica local a infecções por HPV, o que reforça a importância de hábitos de vida saudáveis como parte do cuidado preventivo geral.
HPV e a saúde da parceira ou do parceiro
Como o HPV é transmitido predominantemente por contato sexual, é recomendável que a parceira ou o parceiro também seja orientado a procurar avaliação médica, já que a infecção costuma ser assintomática na maior parte dos casos. Em mulheres, o rastreamento periódico com exame preventivo é a principal ferramenta de monitoramento relacionada ao HPV, já que alguns subtipos do vírus têm relação com lesões pré-malignas do colo do útero. A comunicação franca entre os parceiros, sem culpabilização, é parte importante do manejo da infecção.
Acompanhamento
Após o tratamento das lesões visíveis, o acompanhamento médico é recomendado para identificar precocemente eventuais recidivas (retorno das lesões), já que a remoção trata a manifestação visível, mas não necessariamente elimina o vírus do organismo. O paciente é orientado sobre sinais a observar e sobre a importância de manter os hábitos preventivos mesmo após o tratamento.
Quando procurar ajuda
Homens de João Pessoa, Campina Grande e região que identificarem lesões na região genital, mesmo pequenas ou indolores, devem procurar avaliação urológica para diagnóstico e orientação adequada. A consulta é conduzida com discrição, sem julgamentos, reconhecendo que o HPV é uma infecção extremamente comum na população sexualmente ativa, e que a maioria dos casos evolui sem qualquer repercussão a longo prazo.
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Perguntas Frequentes
O HPV tem cura?
Não existe tratamento que elimine o vírus HPV do organismo diretamente. O que se trata são as lesões visíveis que o vírus pode causar, como as verrugas genitais. Na maioria dos casos, o próprio sistema imunológico elimina a infecção pelo HPV espontaneamente ao longo do tempo, mesmo sem tratamento específico do vírus em si.
Homem infectado por HPV sempre tem sintomas?
Não. Grande parte das infecções por HPV é subclínica, ou seja, sem lesões visíveis a olho nu, e o vírus é eliminado pelo organismo sem que o paciente perceba qualquer sinal. Quando há manifestação visível, geralmente aparece como verrugas genitais (condilomas), mas a ausência de lesão não significa ausência de infecção.
Preciso tratar mesmo sem lesão visível?
Não existe tratamento direcionado à infecção subclínica sem lesão, já que não há um alvo terapêutico definido. A conduta nesses casos é o acompanhamento e a manutenção de hábitos preventivos, como uso de preservativo, que reduz o risco de transmissão, embora não elimine totalmente o risco por cobrir apenas parte da pele exposta.
A vacina contra HPV é indicada para homens adultos?
A vacinação é mais eficaz quando feita antes do início da vida sexual, mas pode trazer benefício em adultos, protegendo contra os subtipos do vírus aos quais a pessoa ainda não foi exposta. A indicação para cada faixa etária e situação deve ser discutida com o médico responsável pela vacinação.
As verrugas genitais podem voltar depois do tratamento?
Sim, a recidiva (retorno das lesões) é possível, já que o tratamento remove a lesão visível, mas não necessariamente elimina o vírus do organismo. Por isso o acompanhamento após o tratamento é importante, permitindo identificar e tratar novas lesões precocemente, caso surjam.
Ter HPV significa que meu parceiro ou parceira foi infiel?
Não é possível afirmar isso. O HPV pode permanecer latente no organismo por longos períodos sem causar sintomas, e uma lesão que aparece agora pode ser resultado de uma exposição ocorrida anos antes. Por isso o diagnóstico não deve ser interpretado automaticamente como sinal de uma exposição recente.
Agende sua avaliação com discrição e sigilo
O Dr. Lucas Alexandria (CRM 9534 PB, RQE 7537) atende em João Pessoa e Campina Grande, com avaliação clínica objetiva e acolhedora sobre lesões genitais associadas ao HPV.
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- Sociedade Brasileira de Urologia (SBU): Portal da Urologia
- Ministério da Saúde do Brasil: gov.br/saude

